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Conheça-te a ti mesmo

http://marlongeografo.zip.net/images/img_surreal_004_big.jpg“Quando me deparo com minhas fraquezas, paradoxalmente me torno mais forte…”

Quem é você?
Quais são suas crenças, seus valores e seus ideais?
Quais são seus sonhos, seus medos, suas forças e suas fraquezas?
Você tem consciência de sua missão, do seu papel diante da vida?

Eu sei que essas perguntas são difíceis e causam desconforto para muita gente, sobretudo porque a busca dessas respostas está associada à dor e à angústia de se conhecer.
Eu sei que é difícil encarar de frente as fraquezas, as fragilidades dos próprios sentimentos e a insensatez de muitos de nossos desejos.
Mas, sei também que é devido a essa aspereza típica do caminho do autoconhecimento que as pessoas comuns evitam ou preferem ignorar essas perguntas.

Se, por um lado, encontrar-se consigo mesmo pode trazer a angústia, por outro é o caminho capaz de trazer o sentido de plenitude.
Se o encontro com nossas fragilidades traz dor, é a quebra da vaidade pessoal que nos permite realizar, empreender.Caminhar para dentro de si é caminhar em direção à verdadeira liberdade.
Pense em quantas pessoas chegam ao final da vida sem nunca terem sido apresentadas a elas mesmas?
Quantas pessoas insatisfeitas com a vida, se tivessem a oportunidade de recomeçar tudo de novo, guardando as lembranças do antigo futuro, certamente não seguiriam os mesmos caminhos, não tomariam as mesmas decisões e não cometeriam os mesmos erros?
Esse é um preço muito caro que se paga por evitar a busca de si mesmo.

Educar ou liderar pessoas também é permitir que elas possam se defrontar com elas mesmas. Oferecer oportunidades para que as pessoas aprendam a lidar com seus medos e suas angústias. Criar desafios para que o outro possa se tornar mais forte, conhecendo suas próprias fraquezas.
Quando alguém aprende a receber e a querer receber feedbacks, entendendo que uma crítica pertinente é um verdadeiro presente recebido do outro, torna-se mais capaz de caminhar sem medo em direção a ele mesmo.
Para entendermos o nosso papel, a nossa missão enquanto educadores ou líderes é preciso que estejamos abertos para nós mesmos.
Afinal, não dá para ajudar o outro a se conhecer se, primeiramente, não descobrirmos a nós mesmo.

Devemos nos lembrar que só é possível guiar o outro por um caminho que já tenhamos percorrido. E é por isso que propor uma forma de educação ou um estilo de gestão que criem oportunidades para o autoconhecimento exige que os educadores e os líderes tenham vivido previamente essa caminhada em suas vidas.
Acima de tudo, é preciso estar disposto a se arriscar nessa busca, acreditando, que ao final, esse encontro terá valido a pena.

Descobrir a se descobrir, eis aí um bom desafio.

Um carinhoso abraço.