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Inovação é o conceito do momento

Mas, será que aspelicula empresas estão preparadas para essa revolução?

O cinema é por excelência um palco de inovações, transformações e revoluções. De tempos em tempos surgem algumas produções que quebram todos os paradigmas e obrigam os participantes desse mundo especial a se reinventarem.

Foi assim com E.T., Star Wars, Shrek e Matrix, dentre outros.

Um desses momentos revolucionários foi quando, em meio ao estrondoso lançamento de O Rei Leão pela Disney, a Pixar Studios anunciou que produziria um filme 100% feito por computadores.

Enquanto muitos riam da idéia, a Pixar trabalhava no projeto de sua primeira revolução: Toy Story, um longa metragem em desenho animado com um nível de qualidade e realidade jamais vistos naquela época. E, de lá pra cá se consolidou como empresa referência em animação por computação gráfica, vencedora de diversos Oscar e que volta e meia nos surpreende com alguma “loucura criativa”.

A grande cabeça pensante por trás dos sucessos da Pixar é Brad Bird. Uma vez questionado sobre os sucessos de suas produções, disse: “A nossa meta é diferente. Nós não fazemos um filme para os clientes. A minha meta é fazer um filme que eu queira ver. Se eu fizer isso com sinceridade e se eu for duro e exigente comigo mesmo, as outras pessoas também vão se engajar e se entreter com o filme”.

O que esse pensamento tem a ver com a capacidade de inovar? Simplesmente, tudo!

A inovação está relacionada à nossa capacidade de sonhar e de agir com ousadia para transformar esses sonhos em uma visão de futuro concreta. Só poderemos inovar se tivermos um gosto especial pelo trabalho, aliado a um alto nível de cobrança por excelência pessoal, afinal ter boas idéias é fácil, difícil é transformá-las em realidade.

Pessoas podem ser inovadoras. Empresas querem ser inovadoras. Mas, a pergunta é: as empresas estão preparadas para isso?

Sinceramente acredito que a maioria das empresas que gostariam de agir de maneira inovadora não estão preparadas para isso.

Gastam mais tempo administrando conflitos de vaidades do que investindo no pensamento criativo. Estão mais preocupadas como os mecanismos de controle do que com o desenvolvimento de novas estratégias. Adotam o discurso da inovação, mas não aceitam a diversidade de pensamento. E, muitas vezes, adotam um modelo de gestão que, ao invés de premiar os talentos, protegem os “amigos do rei”.

Eu me recordo de um episódio no qual estava em uma reunião com um diretor de uma grande empresa para alinharmos um treinamento para sua equipe comercial. “Preciso que minha equipe pense fora da caixa, que tenha idéias novas, que não tenha medo de criar”,dizia ele.

Para minha surpresa, no meio da conversa ele diz: “Eu sei exatamente o que eles precisam fazer para aumentar as vendas. O problema é que não me ouvem, por isso preciso que alguém de fora diga a eles o que fazer”.

Definitivamente, ele não queria uma equipe capaz de inovar e sim um grupo de vendedores que seguissem a sua cartilha. Só que ele não via isso. Juraria, de pés juntos, que o que ele queria era inovação.

A maior dificuldade de montar uma empresa ou uma equipe inovadora é que precisamos abrir mão do controle sobre os outros e também abrir mão dos nossos próprios modelos prontos de como fazer as coisas. Mesmo que, em um primeiro momento, os resultados sejam desanimadores.

Por isso, inovar não pode ser apenas um desejo, precisa ser uma atitude!

E a sua empresa está pronta para inovar?