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Integração Corporativa: Quando a solução vira um problema.

http://www.humanresourcemanagement.co.uk/images/homepic.jpgComo evitar surpresas desagradáveis na compra de programas para integrar funcionários?

A empresa está crescendo e Sueli, do RH, fica incomodada ao ver que as pessoas convivem no mesmo escritório e não se relacionam. Se não fosse pelo crachá, os funcionários do andar de cima nem saberiam ao certo quem trabalha no andar de baixo.

Como a Sueli não é alguém de esperar as coisas acontecerem, começa a se movimentar para mudar a situação: decide contratar uma consultoria para aplicar um programa de integração entre os funcionários…

Seu primeiro passo é convencer a diretoria de que o programa é necessário, de que o investimento vale a pena e de que o retorno é certo. Etapa superada.

Agora é uma hora difícil. Ela precisa encontrar a consultoria ideal para esse projeto, mas isso não a assusta, afinal está mesmo imbuída dessa missão. Liga para os amigos, faz uma busca no “Santo” Google e vai atrás de revistas especializadas.

Próximo passo: Fazer as famosas três cotações. Nessa hora, Sueli descobre duas coisas curiosas: A primeira é que, apesar de não ser uma regra geral, as empresas mais ágeis no atendimento, mais eficientes em entender a sua necessidade e que apresentam as melhores soluções costumam ter os preços mais elevados. E a segunda, e pior descoberta, é que, movida pela necessidade do “ajuste orçamentário”, a direção da sua empresa aprovou apenas o orçamento mais barato. Exatamente daquela empresa que mandou umas coisas meio estranhas e que deu a maior canseira para enviar o orçamento.

Ela não entendeu direito o que era aquele negócio de “dinâmicas de canalização energética” descritas na proposta, mas seu diretor financeiro, possivelmente para justificar a escolha do menor preço, falou que isso ia exatamente ao encontro do que a empresa precisa.

Para dificultar as coisas, Sueli se dá conta da necessidade de alguns outros investimentos, em dinheiro e em tempo, que ainda precisam ser feitos: um hotel para realizar as atividades, transporte para os funcionários, uns brindezinhos para reforçar a idéia do trabalho, sem contar, é claro, o custo do dia não trabalhado.

O diretor financeiro já começou a torcer o nariz quando a encontra. Mas, tudo isso não tem importância, afinal, chegou o grande dia. Essa equipe nunca mais será a mesma: eles agora vão fazer um programa de integração.

O dia está lindo. Tem tudo para ser um momento maravilhoso, mas, para sua surpresa, na chegada ao hotel, Sueli e sua equipe são recebidos por duas senhoras vestidas com roupas parecidas com a dos escoteiros e que os saúdam com o entusiasmo de uma jovialidade que, definitivamente, elas não têm mais. Essa primeira impressão a preocupa um pouco, mas decide que é melhor confiar e acreditar que as coisas vão melhorar. Resolve então dar aquele gritinho de bom dia, com um sorriso meio amarelo, para incentivar a equipe.

Nesse momento o grupo é apresentado ao Consultor Senior. Sueli pensa: “mas, aquelas senhoras não são seniors”? Descobre que não. O Senior é mesmo aquele homem com roupa parecida com a do Indiana Jones.

E a integração começa. Primeiro com um grande abraço na árvore onde todos recitam uma espécie de mantra agarrados ao tronco. Agora Sueli começa a entender a história de “canalização energética”. Mas, vai ter muito mais: ela ainda vai precisar abraçar aqueles colegas com quem nunca conversou, fazer um elogio para alguém que encontra todos os dias e fazer o trenzinho da alegria cantando a música que os consultores “motivaram” a equipe a criar para a empresa.

E Sueli continua sorrindo, em uma tentativa desesperada de se esquivar dos olhares fulminantes dos funcionários que não agüentam mais “pagar aquele mico”. Até o diretor financeiro, justo ele que falou que seria ótimo, também está olhando feio para ela, e Sueli já não sabe o que é pior: se a sua cabeça a prêmio ou a vergonha diante da equipe.

Mas, o dia termina e, entre “mortos e feridos”, “pagações de mico e caras feias”, foi apenas dinheiro e tempo jogados fora.

Sueli está com uma cara péssima. A tal ponto que, tentando dar um apoio moral, a estagiária recém-contratada resolve contar a história de um amigo de um amigo que passou por uma experiência ainda pior: fizeram uma dinâmica de falar os defeitos uns dos outros e saiu até tapa no evento de integração.

Na cabeça dela fica a grande pergunta: De quem é a culpa? Da consultoria? Do Diretor Financeiro? Do orçamento? Da equipe que não soube entender o momento? Sueli percebe que o melhor mesmo é não procurar culpados, apenas aprender com a experiência.

Deixar de fazer programas de integração? Evitar propor coisas em benefício da equipe? Claro que não!

Apenas não perder de vista que programa de integração é coisa séria e que às vezes uma economia mal feita acaba custando muito mais caro.

Por fim, Sueli chega então a uma conclusão: Sua equipe é muito importante para ser deixada na mão de pessoas que não inspirem a confiança necessária.

Esta é uma história fictícia, porém, quem nunca passou por algo parecido?

Um carinhoso abraço.