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Não deixe o sonho de empreender se tornar um pesadelo

As dificuldades de quem resolve virar dono de negócios…

Rodrigo parou em frente à janela com o olhar vago. Quanto mais pensava, mais convicto de sua decisão ficava. Estava decidido a deixar a vida corporativa para se arriscar em um negócio próprio.

Não tinha qualquer problema com a empresa ou com o seu trabalho. Até gostava da sua rotina!

A questão era mesmo a vontade de sair em busca de algo que trouxesse uma certa mistura de desafio com a sensação de liberdade.

Vinha pensando nisso há algum tempo, mas agora, ao completar 45 anos de idade, era como se tivesse atingido um marco na vida que exigia uma escolha imediata.

Já havia trabalhado em diversas empresas e construíra uma carreira sólida. Era um daqueles diretores de tecnologia que estão no cargo porque realmente sabem das coisas. Além de conhecer muito bem o mercado, era fera na parte técnica.

Seu pensamento era simples e claro: Conheço o negócio, tenho capital para começar e bastante experiência, portanto, vou abrir uma pequena empresa de tecnologia. O sucesso será uma consequência natural…

Qualquer um que conhecesse o Rodrigo saberia que ele estava realmente muito feliz no dia da inauguração da empresa.

O único problema é que esqueceram de avisá-lo que, após nascer, a empresa precisa se manter viva!

Na verdade, até avisaram. Mas, na vontade de empreender, tanto o Rodrigo como a maioria das pessoas que visualizam uma empresa própria, não querem dar atenção a este fato. Não avaliam as reais dificuldades do negócio.

Apesar de sua capacidade técnica e de sua visão de mercado, faltava para o Rodrigo a chamada “batida empreendedora.” Aquela forma de pensar, agir e reagir que faz as empresas caminharem.

Como diretor de empresas, Rodrigo nunca precisou se preocupar em vender, e agora, com a necessidade de captar clientes, sentia-se completamente perdido.

O pior é que, como as coisas não iam tão bem, contratar um vendedor estava fora de cogitação, especialmente porque para ele era extremamente difícil abrir mão de ter uma secretária e um gerente administrativo. Assim, a empresa do Rodrigo não captava clientes, mas tinha uma administração impecável. Um primor de gestão.

Para complicar ainda mais, as suas economias pessoais diminuíam dia após dia, afinal, ele não dimensionou que para empreender muitas vezes precisamos diminuir nosso padrão de consumo.

Essa história comporta vários finais. E acreditem, existe sim espaço para finais felizes.

Mas, a verdade é que, para se chegar a um final feliz é essencial que o Rodrigo assuma de perto algumas funções operacionais, deixando de lado o orgulho e agarrando com vontade as rédeas da sua empresa. Além disso, é extremamente importante que ele e sua família façam um novo planejamento financeiro visando a redução de gastos pessoais e direcionando grande parte destas economias para um investimento na área de vendas da empresa. Assim, quem sabe, poderemos, daqui a algum tempo, contar o final feliz da história da empresa de Rodrigo.

E você, conhece algum “Rodrigo”?

Eu já conheci vários…

Pessoas ótimas e talentosas, mas que tiveram que aprender a duras penas que o sonho de empreender não pode ser apenas uma fantasia ou um desejo. Para que este sonho se torne realidade, e não um pesadelo, é necessário muita persistência, comprometimento e foco, sabendo exatamente onde se quer chegar, começando, antes de tudo, com um planejamento financeiro sério e consistente, e seguindo-o com muita determinação e disciplina. Além disso, existem inúmeros cursos e órgãos, como o Sebrae, dispostos a ajudar e orientar estes empreendedores.

Bom, acho que desta forma, as empresas de muitos “Rodrigos” poderão crescer e ter sucesso.

Empreenda, mas sempre com muita responsabilidade!

Um carinhoso abraço.

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Flávio Lettieri é consultor empresarial e Sócio Diretor da Somma Consultoria. É especialista em coaching, empreendedorismo e desenvolvimento de atividades vivenciais. Visite nosso site www.sommaonline.com.br